Tomei o sol
cerveja no mar
espumas brancas
amargor fresco
de um dia inteiro
suando do gelo
de gelo
degelo
de ondas de calor
indo e vindo
engolindo
enrubescendo
decrescendo
cosmopolita
belo e seco
se pondo
às sete em ponto
e eu tonto
Imagem: Patrick Hrub
Quando o cérebro divide espaço com o coração, só nos resta pôr a batalha no papel
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Ressaca eleitoral gratuita
Palha
e aço
nome
Bom
bril,
Brasil
Asso
lan
assolam
palha
e aço
e nomes
e fomes
de multi
dões
multi
dedões
todos
somos
Multidões
e rios
e bah
ia
porque não vai
e santos
como o paulo
ou a catarina
desaguando
em urnas
com os dedos
sujos
esperando
limpar
os nomes sujos
para lavar a alma
para lavar a lama,
de política
de imperícia
de império
esquerdista (sim, tenho lado)
o Brasil tem lado
o esquerdo
a direita
morreu
porque é feia
é dura
rouba mas faz
estupra
mas não mata
mas mata
e o pobre
palha
de aço
acredita
na dita
história
de quem
não fez nada
e fez tudo
ao contrário
mas vende
o canário
verdinho
no cenário
internacional
de mal
versus bem
não, bem
não vá
volte
vote
vá
te
à
merda
Obs1: merchan do blog, receita = 0
Obs2: sim, tenho lado
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Recesso
Recesso por motivo de trabalho
sem postar 2 semanas
sinto falta dos poemas
Terça-feira que vem
Prometo
sem postar 2 semanas
sinto falta dos poemas
Terça-feira que vem
Prometo
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Angina
E no início do dia
no pulsar do coração
choro gotas de areia
derrapando em vão
pela ampulheta horária
da brevidade humana
meio louco, meio são
Soluço de consciência
estoura de espasmo químico
da perene penitência
pulando de um choque mínimo
enquanto a respiração se arrasta
e o sufoco da paciência
ri sem achar graça
Resignado consolidando nada
como peças de legos
num mar repleto de bolhas
frágeis e multi-saborosas.
Elas estouram caladas em marasmo
como a ansiedade se contrapondo
à felicidade de um orgasmo
Espremo o limão racional
nos olhos do coração
e deixo queimar o dia ao sol
por mais uma vitória vazia
sigo, brilhantemente cego
contando com a amnésia da morte
escorrendo o sol por mais um horizonte
vermelho rajado com cinza do mau tempo
Só breve vivo
Imagem: Sombras de Kumi Yamashita
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Life attempt
Let´s hide ourselves away
and lock our will a thousand miles
maybe then we could forget our way
and find a path for fake smiles
Let´s play someone else´s role
and search for some pleasure under another skin
maybe then we could deceive other´s looks
and find courage where shame begins
Let´s get together with regular people
with the same plastic souls
maybe we will get the world better
maybe our lies would come true
Imagem: Dave Kinsey
and lock our will a thousand miles
maybe then we could forget our way
and find a path for fake smiles
Let´s play someone else´s role
and search for some pleasure under another skin
maybe then we could deceive other´s looks
and find courage where shame begins
Let´s get together with regular people
with the same plastic souls
maybe we will get the world better
maybe our lies would come true
Let´s live pretending happiness
and ignore our miserable lives
it´s meaningless to remember our fears
because without happiness we just can not die
Imagem: Dave Kinsey
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Leve
Hoje não há teoria das cordas
que possam segurar
o cheiro do vinho
e o sono leve das pedras
boiando no ar
Hoje quem manda é meu caos
ao construir à minha ordem.
Sou rei e valete de paus
mas virei três, não soube o que fiz
(e não vai rimar), porque quero rir!
Ao invés disso, sem desespero,
deixo que o quatro escorregue
da manga com limão e gelo
e a língua cole o seis
na testa da sorte
De sorte que seja minha hoje
raptada do seu mundo probabilístico
e jogada na minha masmorra
grafitada coloridamente, como o diabo
realizando aquele porcento maroto
Até perder a graça,
na desgraça do erro sério,
do acerto infantil e ingênuo
ao fechar o olho e atirar,
correr, saltar e cair errado
Quebrei todos os dentes
sem me machucar
e ri com boca sangrenta
porque hoje não há dor
Hoje está meu
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Meu ovo de colombo
Hoje eu
prego
mas me entrego
e no desfecho
eu nego
Hoje eu
ontem ego
prego
Hoje deu
ontem zero
Pelo réurezo
Sai do breuo nó cego
E no meu medoescorrego
Não é meumas me entrego
e no desfecho
eu nego
Hoje eu
ontem ego
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
TaiyoStyle
Se o carro puxa o cachorro
e o cachorro puxa o rabo
do ponto de vista dele (o rabo)
não há problemas em balançar
Mas se o rabo, puxa-vida,
puxasse o cachorro,
cachorros de rabos cortados
viveriam pela metade
Por isso disse ao veterinário: mitose.
Eu, que não sou rabo nem cachorro,
me preocupo onde meto meu nariz,
para que não fique triste,
ou viciado
Ainda assim volto pra casa embriagado
às vezes sólido, às vezes líquido,
já que nada se cria e tudo se transforma,
mas com uma felicidade só minha
Resultado disso: Van Gogh com Picasso
Não é questão de ângulo,
talvez papo de bêbado,
mas nunca um pé sadio
será mais feliz que olhos míopes
E se eu, assim, meio Picasso
balançando igual rabo de cachorro
e latindo para carros
não derreto meu vício em tristeza
Digo ao veterinário: me (Van) Grogue
e o cachorro puxa o rabo
do ponto de vista dele (o rabo)
não há problemas em balançar
Mas se o rabo, puxa-vida,
puxasse o cachorro,
cachorros de rabos cortados
viveriam pela metade
Por isso disse ao veterinário: mitose.
Eu, que não sou rabo nem cachorro,
me preocupo onde meto meu nariz,
para que não fique triste,
ou viciado
Ainda assim volto pra casa embriagado
às vezes sólido, às vezes líquido,
já que nada se cria e tudo se transforma,
mas com uma felicidade só minha
Resultado disso: Van Gogh com Picasso
Não é questão de ângulo,
talvez papo de bêbado,
mas nunca um pé sadio
será mais feliz que olhos míopes
E se eu, assim, meio Picasso
balançando igual rabo de cachorro
e latindo para carros
não derreto meu vício em tristeza
Digo ao veterinário: me (Van) Grogue
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Pensamentos líquidos
![]() |
| Quadro de Troy Lovegates |
afundado em pensamentos infinitos
inter-conectados ao mesmo tempo
sujo de eternos sobrescritos
Nessa apnéia surda, vivo
abrindo passagem entre os ditos,
contos, versos, romances
dos mais variados nuances
Mas hei de respirar um dia
a clareza de um dia reto
e sem volteios, sem cores frias,
sem vozes mentais, aberto
E verei tudo de cima
tecendo versos em caos ordenado
em cores quentes, minhas rimas
do todo ou em parte, feitas com cuidado
Onde finalmente perecerei feliz
por me ver em totalidade
imerso no mundo que fiz
e também parte de qualquer paisagem
Tornando-me encaixe exato
entre o passado e o futuro distantes
apenas humano em seu extrato
em fluxo único e constante
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Encruzilhada
Te escolhi dentre o improvável
(de uma amiga dizendo surdamente
"queria que a conhecesse, ela é adorável")
puxando teu braço, sorteada de repente
ao apertar do meu ombro, teus dedos
virei e encontrei o teu beijo bom
de arrepiar-me os pelos
de rasgar horas ao som
das onomatopéias eletrônicas
e um mozaico multicolorido
desencontrada em noite sônica
procurei teu cabelo escondido
pequenina em meio à multidão
encontrei tuas mãos
guardei-te em braços meus
e me perdi com sonhos teus
porque atravessei as noites
e inúmeros dias se passaram
te cultivei e me morrestes
e de número e espera nos deixaram
numa dança complicada
de datas, chefes, viagens, e horas marcadas
jogos de copa e quarto vazios
como o estômago e coração
da primeira ausência, o frio
não quero jogos, não!
Estes supostamente não eram para existir,
e confusão mental
gerada ao convergir
de mais um par de beijos afinal
e a mensagem espetada
na garganta que o ouvido não quer engolir
de haver adorado a noite,
deixando-me em casa, desesperado
pela a droga da aceitação
e as expectativas deixaram passar
por ilusão de vaidade?
Talvez psicologia barata de um perdido
que não sabe mais nada da verdade
enganado por uma paixão
construída com doze beijos
sem cama, sem conversa e nem chão
mas que acredita nos velhos meios
futura felicidade e muita projeção
de tu que vieste do nada
em recomendação
e ocupaste o espaço de semanas inteiras
de minhas dúvidas e tentativas frustradas
por quinze minutos de olhos nos olhos
de um basta em conversas veladas
E ao sentir o laço frágil se desfazer
desmilingüindo entre mensagens perdidas
entre datas não encontradas
da tristeza mais ardida
chego à encruzilhada:
à direita tento isto
à esquerda não me arrisco
e adiante só a estrada
(de uma amiga dizendo surdamente
"queria que a conhecesse, ela é adorável")
puxando teu braço, sorteada de repente
ao apertar do meu ombro, teus dedos
virei e encontrei o teu beijo bom
de arrepiar-me os pelos
de rasgar horas ao som
das onomatopéias eletrônicas
e um mozaico multicolorido
desencontrada em noite sônica
procurei teu cabelo escondido
pequenina em meio à multidão
encontrei tuas mãos
guardei-te em braços meus
e me perdi com sonhos teus
porque atravessei as noites
e inúmeros dias se passaram
te cultivei e me morrestes
e de número e espera nos deixaram
numa dança complicada
de datas, chefes, viagens, e horas marcadas
jogos de copa e quarto vazios
como o estômago e coração
da primeira ausência, o frio
não quero jogos, não!
Estes supostamente não eram para existir,
e confusão mental
gerada ao convergir
de mais um par de beijos afinal
e a mensagem espetada
na garganta que o ouvido não quer engolir
de haver adorado a noite,
deixando-me em casa, desesperado
pela a droga da aceitação
e as expectativas deixaram passar
por ilusão de vaidade?
Talvez psicologia barata de um perdido
que não sabe mais nada da verdade
enganado por uma paixão
construída com doze beijos
sem cama, sem conversa e nem chão
mas que acredita nos velhos meios
futura felicidade e muita projeção
de tu que vieste do nada
em recomendação
e ocupaste o espaço de semanas inteiras
de minhas dúvidas e tentativas frustradas
por quinze minutos de olhos nos olhos
de um basta em conversas veladas
E ao sentir o laço frágil se desfazer
desmilingüindo entre mensagens perdidas
entre datas não encontradas
da tristeza mais ardida
chego à encruzilhada:
à direita tento isto
à esquerda não me arrisco
e adiante só a estrada
terça-feira, 27 de julho de 2010
Incompleto
Em busca de amor e complemento
me lanço bobo ao mar em aventura
ansiando em conquistar alento
entre beijos, abraços e ternura
Os esforços usados na conquista
de atitudes, rimas e flores (piegas)
esvaziam a esperança de pista
de atenção cuja "pretê" hoje nega
Gastando desta feita a minha arte
exausto de esperar a contra-parte
e louco e solitário na disputa
desisto de enfrentar, assim, tal luta
por esse horizonte não repleto,
permanecerei assim
terça-feira, 20 de julho de 2010
Sem choro
Sem choro, que agora não adianta mais
escolhemos as armas e quebramos nossa paz
consumimos cestas e mais cestas de maçãs
Seguindo pelos campos sofridos
da liberdade, da escolha e da razão
buscando um futuro desvalido
em busca de qualquer conforto, dando as mãos
trilhamos o caminho ainda perdidos
E pisando dia após dia em sangue divino
de um Deus louvado por conveniência
no desespero estampado, mas contido
dentro de cada consciência
ainda rezamos e imploramos
Seguindo pelos campos sofridos
da liberdade, da escolha e da razão
buscando um futuro desvalido
em busca de qualquer conforto, dando as mãos
trilhamos o caminho ainda perdidos
ora evoluindo, ora rumo à destruição
E pisando dia após dia em sangue divino
de um Deus louvado por conveniência
no desespero estampado, mas contido
dentro de cada consciência
ainda rezamos e imploramos
diante dos mesmos erros cometidos
e da falta de resposta da ciência
e da falta de resposta da ciência
Se o volume do seu mundo ainda está baixo
ou se as cores não mais representam
as vozes trêmulas em busca de socorro
saiba que dor e escolha se alimentam
saiba que dor e escolha se alimentam
apenas olhe o espelho e engula o choro
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Eu e Deus
Não sou o maior fã de Deus
Porque Deus não cuidou dos seus
E Deus nos escolha
E Deus nos fizemos
E Deus andou
Adeus
Ainda assim acredito nas suas linhas tortas de maçãs que comemos.
Porque Deus não cuidou dos seus
E Deus nos escolha
E Deus nos fizemos
E Deus andou
Adeus
Ainda assim acredito nas suas linhas tortas de maçãs que comemos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Vasculhando o passado
Procuro o passado
perdido, picado
em pequenos pedaços
de papel de almaço
Vasculho velhas vasilhas
que revelam verdadeiras
lembranças varridas
na vastidão da vida
Muitos sonhos se passaram
mas nem todos se acabaram
por essas noites passadas em vão
E não consegui juntar os pedaços
dos sonhos perdidos, picados
espalhados pelo meu chão
*poema feito quando eu tinha 10 anos
perdido, picado
em pequenos pedaços
de papel de almaço
Vasculho velhas vasilhas
que revelam verdadeiras
lembranças varridas
na vastidão da vida
Muitos sonhos se passaram
mas nem todos se acabaram
por essas noites passadas em vão
E não consegui juntar os pedaços
dos sonhos perdidos, picados
espalhados pelo meu chão
*poema feito quando eu tinha 10 anos
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