Quando o cérebro divide espaço com o coração, só nos resta pôr a batalha no papel
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Leve
Hoje não há teoria das cordas
que possam segurar
o cheiro do vinho
e o sono leve das pedras
boiando no ar
Hoje quem manda é meu caos
ao construir à minha ordem.
Sou rei e valete de paus
mas virei três, não soube o que fiz
(e não vai rimar), porque quero rir!
Ao invés disso, sem desespero,
deixo que o quatro escorregue
da manga com limão e gelo
e a língua cole o seis
na testa da sorte
De sorte que seja minha hoje
raptada do seu mundo probabilístico
e jogada na minha masmorra
grafitada coloridamente, como o diabo
realizando aquele porcento maroto
Até perder a graça,
na desgraça do erro sério,
do acerto infantil e ingênuo
ao fechar o olho e atirar,
correr, saltar e cair errado
Quebrei todos os dentes
sem me machucar
e ri com boca sangrenta
porque hoje não há dor
Hoje está meu
Assinar:
Postar comentários (Atom)
.jpg)
No embargo que somente o sono pode trazer, vim saciar-me com leitura e pensamento.
ResponderExcluirAs palavras correm mais soltas, as brincadeiras ficam mais leves e eu prefiro admirar o inexato a buscar sentidos estáticos e travados.
Lembrei, então de você e rumei para o seu espaço neste mundo virtual.
Não há arrependimentos, pois.
=)
A imagem, aliás, é muito boa também.
beijo!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirOi Gilu!!
ResponderExcluirObrigado pelo comment! Andei ausente, muito trabalho, cabeça cheia de coisas quadradas... mas voltei, e voltarei, enquanto isso vou publicar alguns poemas represados, infelizmente não terei tempo de lapidá-los para deixá-los esteticamente melhores...
Bejo!
Pois é. Não posso deixar a vida. Seus poemas mudaram. Amadureceram. São árvores cheias de anéis. Queria escrever com você, viu.
ResponderExcluirO que acha?
Rafa.
Ah! A primeira estrofe é linda. Imagética no último, e existencial, tem o gosto que gosto.
ResponderExcluir