Salpicam entre o dourado penetrante
pedaços de coisas em movimento exuberante
do vapor quente que sobe ao nariz
aos que repousam finalmente ao plúmbeo-gris
Visão de monotonia plácida que jaz
nos vultos lentos a passar em falsa paz
choca-se em meio a música repentina e chuvosa de sapatos
em saltos úmidos frustrados se livrando de regatos
E em tarde quente cujo fim se aproximava
do fim da gente ou mais um fim de uma jornada
sobrando em frente a mudez noturna desesperada
Do tédio de ver a vida passar
Na esperança de uma luz abri um livro
Mas desisti, tomei coragem de viver e abri o vidro
eu fico em dúvida se tá mais difícil abrir o vidro ou o coração.
ResponderExcluireu não tinha lido nada por aqui ainda. hoje passei mais tempo por aqui e gostei mto do 'zoom in, zoom out' e 'receita'. está voltando a velha forma: o poeta da mamãe hahah ótimo.
beijo