Gosto do chão
do pé, da mão,
im-pulso puro
na rocha dura,
da realidade,
que raridade!
Olhar ao céu
pernas ao léu
num vôo lento
até no cimento
pousar feliz,
eu mesmo fiz:
trôpego e bêbado,
esparramado
brinquei, sujei,
ri e rolei,
passei a mão
nesse meu chão
nessa frieza
numa zoada
com a mãe terra
morre e se enterra
Foto: Frederico Pelachin
im-pulso puro
na rocha dura,
da realidade,
que raridade!
Olhar ao céu
pernas ao léu
num vôo lento
até no cimento
pousar feliz,
eu mesmo fiz:
trôpego e bêbado,
esparramado
brinquei, sujei,
ri e rolei,
passei a mão
nesse meu chão
nessa frieza
onde a tristeza
da molecadanuma zoada
com a mãe terra
morre e se enterra
Foto: Frederico Pelachin

Gostei tanto da imagem associada que fiquei pensativa: amor, perda, e até a morte, tudo é liricamente escrito com humor...
ResponderExcluirAdorei, Edu! Bj
Que delícia de 'passeio-veloz'.
ResponderExcluirDaqueles que a gente quer de novo...e a ordem é reler!
Beijos, querido!
Ótima semana!
Moni
Belo, ehn, Edu. Gostei.
ResponderExcluirMe passa seu e-mail.
Beijos.
Rafa.
adoro quando você escreve nesse estilo.
ResponderExcluirValeu moças!!
ResponderExcluirViajante e Moni: realmente, passa por tudo isso! E o passei é o passeio da vida mesmo. Não sei se foi possível sacar, mas o Deus de que falo é a Terra, de onde viemos e para onde voltaremos, felizes. Desde o paleolítico a Terra era cultuada como um Deus!
Rafa: Vlw! Passo sim, logo menos estará no seu blog!
M.: Estou tentando explorar coisas diferentes. Gostei mto do resultado desse aqui, mas me deu um trabalho desgraçado!
Beijos a todas!