Desamparado do meu próprio sonho
Que insiste em viver a vida alheia
E quis se agarrar aos teus caprichos
Entregando o livre arbítrio à prisão dos teus anseios
Alterno entre a servidão e independência
Porém nada se põe suficientemente forte
Para desatar os nós de tais laços
Aos quais me submeto com alegria ingênua
E ao verem esse espírito desgarrado
Questionam a natureza do trato
Afinal, para quem se dedica tanto:
ao amor ou ao ser amado?
Mas se amor presume entrega
Não deve haver cautela
Entrego tudo o que posso, sem medo de errar
E meus erros os entrego da mesma forma
Porque mesmo sendo teu refém
Não há como acertar sempre
E é algo que a ninguém cabe entender:
Hoje dependo de ti,
mas amanhã, dependerás de mim
Entrego tudo o que posso, sem medo de errar
ResponderExcluirE meus erros os entrego da mesma forma
Porque mesmo sendo teu refém
Não há como acertar sempre
Lindo, lindo Edu!